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Geração Rivotril

Rivotril, Dormonid, Prozac, Lexapro, Lexotan, Frontal… Com certeza você já ouviu falar de algum destes remédios. O que todos têm em comum? São todos remédios controlados (ou seja, que necessitam de receita para serem comprados) e usados para tratar transtornos como depressão e crises de ansiedade, entre tantos outros conhecidos por aí. Ultimamente está havendo um boom no conhecimento e uso destes medicamentos, mas será que isso é realmente um aumento da prescrição dos mesmos por necessidade ou a depressão foi generalizada como doença de todos?

Há algumas décadas era tabu dizer que se tomava antidepressivos ou ansiolíticos (nome dado a remédios que tratam distúrbios e diminuem crises de ansiedade). A pessoa era olhada pela sociedade como um indivíduo fora do padrão, sendo chamada de “louca”, termo de extrema negatividade na época em questão. Isso mudou drasticamente ao longo dos anos. Quanto mais as pessoas “admitiam” ter depressão, mais as pessoas que viviam consumidas por seus transtornos, escondidas em casa, começaram a buscar ajuda e tratamento. Hoje em dia, diminuiu muito o número de pessoas que sentem vergonha ou se sentem mal por precisar de ajuda de um remédio controlado. A minha questão maior é analisarmos se esse aumento vem de uma procura maior de quem não procurava antes, se as pessoas estão indo ao médico alegando depressão para receber uma “pílula da felicidade” ou se esses transtornos já são um mal do século em que vivemos, com todos os padrões societários que estamos nos acostumando a ter.

Que a vida está mais rápida, todos nós sabemos que está. A velocidade em que a tecnologia aparece, em que as notícias viram notícias e depois seguem para o esquecimento, as rotinas mais e mais agitadas, a necessidade de trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Tudo isso torna nossa vida um pouco mais difícil de lidar. Os prazos, a pressão imposta, a necessidade de ser sempre melhor, nós acabamos por nos cobrar mais do que podemos em muitas das vezes. Isso desencadeia uma reação não tão boa no nosso sistema nervoso e no nosso psicológico, o que pode acabar como um gatilho para que uma depressão ou crise de ansiedade ocorra conosco.

Mas essa é só a ponta do iceberg.

Ansiedade e depressão são duas situações que aparecem por aí nos diagnósticos em maior quantidade. Fora as duas, existem tantos outros distúrbios por aí que pessoas próximas a nós, ou até mesmo a gente, podemos sofrer. Esquizofrenia, bipolaridade, síndrome do pânico. Essas são só algumas delas. Se não tratadas, o convívio social pode ser muito difícil ou até impossível, visto que alguns transtornos desencadeiam fortes crises quando o paciente em questão se inclui em meio a outras pessoas. Mas essa inclusão social por muitas vezes também é a melhor ajuda que o paciente pode ter.

Entretanto, com o cuidado e acompanhamento médico, esses transtornos são gradualmente ultrapassados, e a pessoa, com o uso de medicamentos prescritos por profissionais da área, consegue voltar a obter qualidade de vida e de convívio social. Por isso é tão importante entender o que anda se passando com você, para que, se a necessidade de ajuda for percebida, que não hesite em procurá-la.

Minha família, assim como tantas outras por aí, tem pessoas que sofrem de depressão ou até de transtornos mais complicados que esse. Eu mesma estou em um processo de tratamento contra depressão e crises de ansiedade. Mas nem por causa disso eu deixo de sair ou de fazer meus afazeres do dia a dia. Eu sigo com minha faculdade, meu estágio, meu pilates e todas as outras interações sociais da minha vida. O mais importante é admitir que existe ali o transtorno, seja lá qual for ele, e aceitar a ajuda e o tratamento indicado.

Não adianta você se sentir triste um dia, ou dois, e acreditar que você tem depressão por isso. Uma coisa é se sentir triste por um motivo específico. Outra é você não conseguir se livrar da sua tristeza. A depressão na maioria das vezes é um problema de captação de serotonina, que pode ser resolvido com um remédio que ajude na recaptação dessa substância. E se for falta dela, podemos ingerir alimentos ricos em triptofano, como chocolate, banana, peixe etc. Exercícios físicos também ajudam nessas horas. Um corpo móvel é um corpo saudável. As adrenalinas liberadas quando andamos, ou fazemos esporte, ajudam muito a melhorar nessa questão.

A questão é você perceber que tem um problema e ir de encontro a ele, procurar a ajuda médica só mostra como ainda somos capazes de cuidar de nós mesmas. E não se desesperar porque está triste com algo pontual e ir logo à procura de remédios mais fortes. É muito importante o uso consciente de qualquer remédio, principalmente desse tipo, porque alguns deles viciam e não é legal ter que passar pelo período de abstinência caso aconteça. O que importa é viver bem, e como diria uma grande tia-avó minha: Se tem uma bolinha ali que vai te ajudar a ficar melhor, que vai ajudar a sua condição clínica, porque não tomá-la? O importante é usar com consciência e acompanhamento médico porque tudo vai ficar mais do que bem!

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Fonte: www.revistacapitolina.com.br

Will Diniz

Will Diniz

Não sou qualquer pessoa, não sou uma garota perfeita. Eu sei viver e sei quando alguém gosta de mim, que é pelo que eu sou e não por um modelo fútil sem suas próprias idéias ou princípios. Tenho paciência e tempo suficiente para esperar. Não sou qualquer amiga de todos, não concorro à miss simpatia, nem sou adorada por unanimidade. As pessoas têm o direito de não gostar do meu jeito, mas às vezes gostam tanto que sentem inveja. O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sou qualquer politicamente correta. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes, ajo por impulso. Erro: admito, aprendo ensino…

Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. As pessoas julgam, eu julgo, mas só a mim! Não conheço ninguém tão bem a ponto de saber o que se passa em sua cabeça. Não sou qualquer tola, tenho meus limites e respeito meus sentimentos. Não preciso de pessoas insignificantes para preencher o meu vazio. Não fico com alguém por carência ou diversão, não só para ter alguém do lado, mas sim para estar do lado de alguém. Não sou qualquer ditadora, abro exceções, perdoo aos outros e a mim.

Todos merecem uma segunda chance, mas nunca uma terceira. Mudo de opinião, mas não de princípios, quem me encontrar daqui a dez anos conseguirá me reconhecer. Não sou qualquer espectadora… comovo-me, choro, sorrio! Afinal, quem nunca sonhou em ser a mocinha? ..Enfim, não sou qualquer cópia, sou WILL BAHIA DINIZ adoradora do ETERNO CRIADOR!